A louca da Mulher Maravilha

 Ano passado eu passei por muitos perrengues. Aos poucos vou escrever aqui tudo que aconteceu desde a minha mudança pra MG, mas, sem dúvidas, a coisa que mais reverberou em mim foi ter iniciado o meu chamado "despertar de consciência".

Muita gente nem sabe do que se trata, e eu não vou me aprofundar nisso agora porque o contexto aqui é outro hoje: a minha Jornada da Heroína.

Dezembro de 2020 estreou o filme novo da Mulher Maravilha, WW 1984.

Eu entrei numa "vibe" meio de fissura pela heroína no ano passado depois que tive alguns sonhos estranhos (assuntos pros próximos posts também) e me identifiquei com o primeiro filme. Meu lado nerd/geek foi atrás de muitas informações sobre a composição da personagem e as pesquisas foram tão intensas que eu me vi fascinada pela história da origem e do desenvolvimento de Diana Prince (que por sinal, não é tão pura assim quanto vocês imaginam kkkk). 

E nesse segundo filme, Diana se vê diante da oportunidade de reviver seu amor com Steve graças a uma pedra dos desejos, além de retratar a origem da história de uma de suas maiores "inimigas", a Cheetah.

O filme me tocou em muitas partes, me fazendo ter muitos insights sobre minha própria vida, meu comportamento, meus sentimentos e emoções. Me vi em todos os personagens, tirando lições de cada um deles.

Mas, sem dúvida, me identifiquei totalmente com a Barbara. Me vi ali: a nerd, esquisita, desajeitada... REJEITADA.

Eu tenho um BAAAAAAAITA bloqueio de rejeição, daqueles que me paralisa e me faz deixar de lado qualquer coisa que eu esteja fazendo caso ele seja ativado. Qualquer coisa é motivo pra eu achar que fui ignorada, que estou sendo invasiva, que falei demais, que fiz demais (ou que fiz de menos), que falei errado, pra me corrigir... Insegurança, falta de confiança, medo... Que sentimentos horríveis!

Depois de ler o livro "As 5 feridas emocionais" eu entendi a origem desse bloqueio, e durante um workshop de uma galera muito legal chamada "O Corpo Explica" pude compreender como fazer pra sair da dor da rejeição e ir pro "recurso", como eles dizem. (Re)descobri que tenho um superpoder comumente chamado de CRIATIVIDADE.

E foi aí que surgiram cadernos, planners, calendários, copos, camisetas, canecas e mais uma "caralhama" de coisas da Mulher Maravilha: eu estava usando a minha criatividade para "decorar" a minha vida com os símbolos e objetos da heroína.

Esse ano eu conheci o curso da Lu (Luciana Marques), uma Psicanalista FODA que me apresentou a Psicologia Analítica de Jung - O Inconsciente e os Arquétipos. Ali, assistindo cada aula, eu pude entender de onde surgiu o meu fascínio pela Heroína e o quão forte essa Jornada pode destruir e reconstruir nossas vidas e a nossa essência.

Eu vou falar bastante sobre isso aqui nas próximas postagens, mas, pra resumir: minha identificação com a Mulher Maravilha vem de uma Criança Interior ferida, que precisa de atenção, cuidado e AMOR pra se curar de alguns traumas e seguir em frente, crescer e evoluir nessa vida, me colocando no papel de mulher adulta, feminina e saudável.

Ta bom, eu sei que parece papo de doido. E é. É um conhecimento que te deixa "zureta", "mó nóia", como dizem os paulistas. É algo surreal que "nem Freud explica" (até porque ele nem concordou, então ele não explica mesmo kkkkk) mas que te liberta de muitas coisas que você nem tinha ideia que existiam dentro de você.

Vou fazer várias postagens falando sobre os ensinamentos, os insights e as sacadas que tive com esse conhecimento, então, se você se interessar, poderá ler aqui mas também pode acompanhar lá no perfil da Lu no Instagram @lucianamarques.yin Vale a pena!


Por hoje eu fico aqui, meu chá de camomila já fez efeito. Vou dormir pra sonhar bastante e acordar amanhã anotando tudo - o poder da interpretação dos sonhos também é conteúdo de Jung e tá lá no curso da Lu.


Um beijo!

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